sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ballet Gonzalez apresenta-se no Dona Lindu

Por Amanda Figueirôa
Ballet tem direção de Ruben Gonzalez Foto: Cortesia
No próximo dia 23 de novembro, às 19h, o Ballet Gonzalez apresenta no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, o ballet de repertório “La Fille Mal Gardee”, dança em dois atos e três quadros, remontado pelo bailarino e diretor do BG, o cubano Luis Ruben Gonzalez sobre a versão original de Jean Dauberval. Este ballet foi representado pela primeira vez em Bordéus em 1786, com a composição musical de Ferdinand Hérold. “Hoje, podemos dividir a dança em três formas distintas: a étnica, a folclórica e a teatral (dança clássica), uma descendendo da outra exatamente na ordem citada. Durante vários séculos as manifestações de dança teatral foram apanágio das Cortes e só aos poucos o povo foi tendo acesso às exibições”, afirmou Gonzalez.

Aos interessados em participar da Companhia e obter informações sobre as apresentações: (81) 3053- 3619.

Fonte: http://www.robertajungmann.com.br/posts/ver/ballet-gonzalez-apresenta-se-no-dona-lindu

Evento no Parque Dona Lindu realiza brechó solidário para vítimas da seca


Do NE10
População pode contribuir com o evento levando peças em bom estado de uso para serem revendidos no dia / Foto: divulgação
População pode contribuir com o evento levando peças em bom estado de uso para serem revendidos no diaFoto: divulgação
O Parque Dona Lindu, Zona Sul do Recife, recebe neste sábado (22) e domingo (23) o Brechó Sertanejo, com objetivo de arrecadar donativos para as vítimas da seca no município de Manari, no Sertão do Estado. Estarão disponíveis peças novas e seminovas a preços populares no local, das 9h às 17h. O evento é realizado pela ONG Ação Solidária.
A população pode contribuir com o evento levando peças em bom estado de uso para serem revendidos no dia. No espaço haverá um posto de arrecadação de alimentos, brinquedos, roupas, calçados e artigos de higiene.
Entre as peças disponíveis para compra estão roupas, sapatos, bijuterias, acessórios decorativos doados por vários voluntários, que terão preços variando entre R$ 3 e R$ 30.
O posto de arrecadação também receberá panetones para a próxima campanha “Natal no Sertão com Mesa Farta”, em que a ONG Ação Solidária no Sertão em parceria com a ONG Pão é Vida realizam uma ceia de Natal no Sítio Baixas, em Manari, no início do mês de dezembro, com cerca de 300 famílias. Mais informações estão disponíveis na página do evento no Facebook.

Fonte: http://noticias.ne10.uol.com.br/grande-recife/noticia/2014/11/20/evento-no-parque-dona-lindu-realiza-brecho-solidario-para-vitimas-da-seca-520540.php

domingo, 16 de novembro de 2014

Fabiana Karla homenageia Rossi em peça

Atriz está em cartaz este final de semana em teatro da Zona Sul

Bruno Albertim

Atriz contracena com Leandro da Matta
Divulgação

Fabiana Karla já não precisa de mais provas públicas. Depois do exercício de contenção elegante na peça Gorda – a comédia ácida sobre os preconceitos contemporâneos contra o sobrepeso do cultuado dramaturgo americano Neil Labute –, e da polivalente Perséfone do folhetim global Amor à vida, a atriz pernambucana parece já ter dado mais do que provas de que não se presta apenas aos eternos humorísticos para toda a família dos sábados à noite. Mas ela ainda quer fazer, no teatro, o que nem sempre a TV lhe permite.

“No palco, eu me dou o direito de fazer o que eu não posso fazer na TV. Nos humorísticos, sempre faço personagens mais histriônicos. No teatro, posso e consigo fazer personagens mais críveis”, diz ela, que injeta boa dose de seu humor habitual num projeto amparado também em sutilezas. Depois de algumas apresentações apenas na Bahia e em Goiás, Fabiana Karla encena, este final de semana, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), o espetáculo Nessa mesa de bar, uma homenagem dramatúrgica e musical a Reginaldo Rossi.

Escrito em parceria com o primo e dramaturgo Francisco Amorim, o texto traz Fabiana Karla fazendo Alice, uma moça que invade um bar fechado, no centro da cidade, na esperança de ser atendida por alguém. Enquanto insiste em curar suas carências no bar, a personagem faz um passeio sentimental pela obra de Rossi. Sobre uma base gravada, a própria atriz canta os principais sucessos do compositor pernambucano, morto no final do ano passado.

“Eu canto o espetáculo todo. Não tenho pretensão alguma de ser cantora, mas levo a sério. Me preparei porque não quero que ninguém me veja com voz de Chiquititas”, diz, desabando em gargalhadas. “Na peça, quando canto, lembro muito da Soparia, de Roger, aquela atmosfera que a gente ia, nos anos 1990, dançava. Deixei uma luz no show que parecesse com a que Rossi usasse”, afirma, tateando seus caminhos como cantora. “É uma delícia, uma brincadeira divertida. Mas quando o povo começa a cantar junto, a levantar os braços e a bater palmas, só Jesus na causa!”, diz, entre novas gargalhadas.

O Recife, contudo, será uma espécie de batismo de fogo para o espetáculo. “Estou super feliz de só levar a peça depois de ter esquentado o espetáculo em outras cidades; é impressionante a popularidade dele no Brasil todo, mas o pernambucano tem uma espécie de autoridade maior quando o assunto é Rossi”, diz ela, antiga amiga pessoal do cantor e compositor. “A última vez que o vi foi no meu aniversário do ano passado. Cheguei a gravar com ele uma participação no Zorra Total. Mas, infelizmente, essa gravação teve problemas técnicos e se perdeu”.

Saudavelmente hiperativa, Fabiana está numa série de projetos. Acaba de gravar o piloto de um humorístico dirigido por Boninho chamado A casa caiu e também participa da reformulação do Zorra Total. Enquanto aguarda a estreia do filme Loucas pra casar, comédia água com açúcar em que atua ao lado de Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, espera ficar pronto o roteiro de outra comédia para o cinema, provisoriamente batizada de Uma pitada de sorte.

E está concluindo seu primeiro projeto como diretora no cinema: o documentário O caso Dionísio Dias. “É uma espécie de lenda urbana do interior do Uruguai que conheci quando estava lá, com meu marido. Uma história muito forte, que se conta até nos circos, sobre um menino de mais ou menos oito anos de idade, que teve toda a família assassinada e salvou uma irmã mais nova. Teve a barriga aberta e saiu caminhando nove quilômetros para salvar essa menina, com as tripas expostas”, conta. “Conheci essa menina, hoje uma senhora de 80 anos”.

Mas sua prioridade, agora, é mesmo Rossi. “Fico impressionada sobre como as pessoas não entendem a profundidade das letras de Rossi”, diz ela, com a certeza daquilo o que o tempo deve ainda confirmar sobre o compositor. Mais que um animador de bailes ou cura-fossas, Rossi foi, ao seu jeito, um Freud musicado das massas.

Nessa mesa de bar – Em homenagem ao cantor Reginaldo Rossi. Com Fabiana Karla e Leandro da Matta. Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu). Sábado (15/11), às 21h; domingo, às 20h. Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia) Mais informações: 3355-9821.