segunda-feira, 14 de abril de 2014

Parque Dona Lindu cai no samba com estrelas consagradas

Martinho da Vila, Diogo Nogueira, Alcione e Roberta Sá transformaram o local em Boa Viagem, na Zona Sul, em um sambódromo


Do JC Online

Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem


O Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, transformou-se numa casa de samba e de bamba, na noite deste domingo (13). Milhares de pessoas lotaram o espaço para assistir ao Nívea Viva o Samba, show que reuniu no mesmo palco artistas consagrados da música brasileira, como Alcione e Martinho da Vila, ao lado da nova geração, representada por Diogo Nogueira e Roberta Sá. Durante pouco mais de duas horas, o público apreciou e cantou sambas de todas as épocas.

O show começou pontualmente às 17h30, com uma chuva repentina que ameaçou espantar o público. Mas bastou os quatro cantores subirem no palco e entoarem, juntos, o clássico de Zé Ketti A voz do morro para a turma esquecer a preocupação com os cabelos e engrossar o coro.

A partir daí, os cantores começaram a se revezar no palco, cantando sozinhos, em duplas ou todos juntos. Foram 27 sambas escolhidos a dedo, desde clássicos como Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), E o mundo não se acabou (Assis Valente) e Com que roupa? (Noel Rosa), até os mais populares, caso de Meu ébano (Neneo/Paulinho Resende). Nesse último, a Marrom (como Alcione é conhecida) levou o público ao delírio.

Muito à vontade no palco, a potiguar Roberta Sá pediu ao povo que acompanhasse o “hino” O que é o que é, de Gonzaguinha. O povo não se fez de rogado, formando um coro arrepiante. “Eu amo essa cidade. É uma prazer estar aqui, ainda mais cantando samba”, declarou Roberta Sá. “Este show dignifica o samba”, afirmou Martinho da Vila.

Além dos artistas, também chamou a atenção do público a produção impecável do show, acompanhando por uma orquestra repleta de violinistas e animado com vídeo clipes que acompanhavam as músicas. Enquanto Roberta Sá interpretava o clássico Pressentimento (Elton Medeiros/Hermínio Belo de Carvalho), uma cortina de flores desceu no palco.

Depois das 27 músicas, o público não se conformou e pediu bis. Os quatro artistas voltaram ao palco e emplacaram mais três canções, encerrando com O que é o que é. Pediram para fazer fotos com o público e saíram de cena, deixando a certeza de que as comemorações dos 100 anos do samba (em 2016) começaram com o pé direito. A Nívea, promotora do evento, também chega ao centenário no Brasil este ano. Por esse motivo, elegeu o ritmo mais brasileiro para homenagear desde agora.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/musica/noticia/2014/04/13/parque-dona-lindu-cai-no-samba-com-estrelas-consagradas-124912.php

sábado, 12 de abril de 2014

Alcione, Martinho da Vila, Diogo Nogueira e Roberta Sá juntos no RecifeCantores dividem o palco do Dona Lindu, a partir das 17h30, em show gratuito


AD Luna - Diarios Associados


Diogo Nogueira, Alcione, Roberta Sá e Martinho da Vila cantaram durante quase duas horas. Foto: Leo Aversa/Reprodução

Depois de reunir multidões em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília, chegou a vez de o Recife receber o espetáculo que reúne os veteranos Martinho da Vila e Alcione aos novos, porém tarimbados, Diogo Nogueira e Roberta Sá. No Nivea viva o samba, os quatro cantores apresentam clássicos do gênero musical neste domingo, às 17h30, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. O evento é gratuito.

O concerto sambístico tem direção de Monique Gardenberg e direção musical do maestro Alceu Maia. Uma verdadeira orquestra foi montada para acompanhar os intérpretes, a qual inclui instrumentos tradicionais do samba como cavaquinho, violão, percussão, além de uma seção de metais (trompete, sax e flauta) e outra de instrumentos eruditos (dois violinos, uma viola e um violoncelo). É uma formação que, de certa forma, representa a evolução do estilo que nasceu nos morros e completa um século, em 2016.
Saiba mais... Abertura do Nivea Viva o Samba empolga e emociona no Rio de Janeiro

“É um show interativo, todo montado para o público cantar junto. É praticamente um Canta, canta, minha gente”, brinca Martinho da Vila, citando o título de seus famosos e consagrados disco e música de mesmo nome. “Por onde já passamos, a recepção tem sido incrível. E no Recife não vai ser diferente. Conheço o povo daí e sei que ele tem bom gosto. Quero ver bombar”, desafia Alcione, com bom humor.

Os dois ícones do samba se elogiam mutuamente e se dizem felizes de estar ao lado de Diogo e Roberta. “São todos grandes talentos e a gente se diverte bastante. Sem falar no repertório, que é muito bom”, exalta a Marrom. Para ela, o conjunto das músicas apresentadas no espetáculo seria um contraponto à programação veiculada atualmente pelas rádios brasileiras. “Você sabe, né? Tem muita coisa ruim tocando no rádio. Então, a pessoa vai nesse show e se depara com um repertório que não encontra todo dia”, observa Alcione.

Para Diogo Nogueira, o estilo musical que ele abraçou está vivendo um momento especial. “Tem muita gente boa da nova geração fazendo samba: Rodrigo Leite, que eu e Zeca gravamos nos últimos CDs, Ciraninho, Leandro Fregonesi, Inácio Rios, Rafael dos Santos e muitos outros bons compositores”.

Ao se prestar atenção às letras dos sambas do projeto, nota-se a grande variedade dos assuntos abordados. Eles abarcam desde histórias sobre o cotidiano de comunidades, exaltação a grandes amores, críticas sociais e até questões existenciais. A riqueza temática tem feito Roberta Sá pensar bastante sobre isso e traçar paralelos com a produção de outros artistas. “Acho que o samba consegue como poucos discutir e colocar tantas questões. Mas é claro que o Brasil é feito de compositores que fazem isso muito bem, como por exemplo Adriana Calcanhoto, em seu Micróbio do samba; Caetano Veloso, emAbraçaço; Moska, no seu Muito pouco, dentre outros”, cita.

O que eles pensam sobre as canções do show

Alcione

Rio antigo (Chico Anísio e Nonato Buzarela) - “Gosto muito dela porque fala de um Rio de Janeiro que não vivi, mas que existiu. E ainda foi composta por dois grandes nordestinos”.

Moinho (Cartola) - “Minha filha, o mundo é um moinho. E acho que continua sendo. No mundo de hoje, temos muitas coisas tristes (pedofilia, corrupção…), mas também coisas boas como o Médicos Sem Fronteiras, Afroreggae e projetos sociais como a Mangueira do Amanhã, que fundei na escola de samba”.

Martinho da Vila

Canta, canta minha gente (Martinho da Vila) - “É minha música mais regravada, inclusive com diversas versões no exterior. Quando eu a compus, o Brasil vivia um momento muito conturbado: a época de ditadura. Fiz para alegrar o pessoal. Só não dava pra alegrar quem estava preso”.

Renascer das cinzas (Martinho da Vila) - “É um momento bonito, no qual homenageamos as escolas de samba. Essa música eu fiz para a Vila Isabel, escola do coração”.

Diogo Nogueira

A voz do morro (Zé Keti) - “Abertura. Diz tudo sobre o show”.

Além do espelho (João Nogueira) - “Feita pelo meu pai, sempre me emociono quando a canto”.

O que é o que é (Gonzaguinha) - “Uma obra prima do Gonzaguinha que sempre contagia todo mundo”.

Roberta Sá

Conto de areia (Romildo e Toninho) - “Canto com Alcione, um clássico da Clara (Nunes), que é sempre deliciosa reviver. Ainda mais ao lado da Marrom, que é uma das maiores cantoras do Brasil”.

Com que roupa (Noel Rosa) - “É uma que sempre acaba caindo na minha mão para cantar. Tem uma história curiosa sobre ela. Meu avô morava no Recife quando estudou engenharia e ele adora quando canto essa música. Ele e o amigo com quem morava revezavam o único terno para ir ao baile! Ele diz que é a sua música e eu sempre lembro disso na hora de cantar”

O que eles vão tocar no palco

A voz do morro (Zé Keti)
Eu sambo mesmo (Janet de Almeida)
Casa de bamba (Martinho da Vila)
Poder da criação (João Nogueira e Paulo César Pinheiro)
Não deixe o samba morrer (Edson e Aloisio)
...E o mundo não se acabou (Assis Valente)
Com que roupa? (Noel Rosa) / Um vestido de bolero (Dorival Caymmi)
Meu ébano (Nenéo e Paulinho Resende)
Mulheres (Toninho Gerais)
Sou eu (Ivan Lins / Chico Buarque)
O mundo é um moinho (Cartola)
De pai pra filha (Martinho)
Além do espelho (João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro)
Conto de areia (Romildo e Toninho)
O que é o que é? (Gonzaguinha)
Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico)
Rio antigo (Chico Anísio e Nonato Buzar)
Meu lugar (Arlindo Cruz e Mauro Diniz)
Vazio (Está faltando uma coisa em mim) (Nelson Rufino)
Pressentimento (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho)
Ex-amor (Martinho)
Por causa de você (Dolores Duran e Tom Jobim)
A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Os meninos da Mangueira (Rildo Hora e Sérgio Cabral)
Renascer das cinzas (Martinho da Vila)
Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho Da Viola)
Aquarela brasileira (Silas de Oliveira)
Isto aqui o que é? (Sandália de prata) (Ary Barroso)

Quem já viu

Porto Alegre
70 mil
pessoas

Rio de Janeiro
140 mil
pessoas

Brasília
70 mil
pessoas

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2014/04/12/internas_viver,498895/alcione-martinho-da-vila-diogo-nogueira-e-roberta-sa-juntos-no-recife.shtml

sábado, 15 de março de 2014

Urian Agria de Souza reúne 50 anos de pintura em exposição no Recife

Artista nasceu em Belém, morou no Rio por 42 anos e migrou para o Recife.
Mostra tem desenhos, telas e pintura acrílica sobre madeira.


Do G1 PE

Obra de Urian retrata com exuberância seres humanos e animais (Foto: Divulgação/Luiz Santos)

Fica em cartaz até o dia 27 de abril a exposição “Arcaico Contemporâneo”, que reúne peças produzidas durante 50 anos pelo artista plástico Urian Agria de Souza, na Galeria Janete Costa, localizada no Parque Dona Lindu, Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Nascido em Belém do Pará, em 1939, ele morou no Rio de Janeiro por 42 anos e há 17 vive no Recife. As matas compõem seu imaginário e ele pinta, dizem, como se estivesse mergulhado em um fundo de rio – basta observar os efeitos de transparência e sobreposições que ele faz.

A mostra é composta por desenhos, telas e peças de pintura acrílica sobre madeira. Os temas vão da cultura dos antepassados à mitologia das águas e matas, retratando com exuberância a mistura de raças, os seres humanos e os animais. “O trabalho de Urian me emocionou sempre; me emociona a semelhança que essas duas entidades possuem: uma, a pintura de Urian, a outra, o próprio pintor”, diz um trecho do testemunho que o escritor Ziraldo escreveu sobre o trabalho do artista.

Professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro nos anos 60 e 70, Urian fez parte do Grupo Diálogo, fórum de discussão que existia na cidade naquela época. Durante o período da exposição, todas as quartas Urian estará disponível para conversar com o público a partir das 14h.

Serviço
Arcaico Contemporâneo
50 anos de pintura de Urian Agria de Souza
urian50anosdepintura.com
Galeria Janete Costa - Parque Dona Lindu
Visitação de 13 de março a 27 de abril de 2014
Quarta a sexta: 12 às 20h
Sábado e domingo: 14 às 20h
Informações e agendamentos:
educativojanetecosta@gmail.com
(81) 3355.9832

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/03/urian-agra-reune-50-anos-de-pintura-em-exposicao-no-recife.html